Saí daquele quarto com passos apressados, como se a minha pressa pudesse apagar o rubor que queimava meu rosto. A vergonha era quase insuportável, mas uma felicidade teimosa insistia em contrariar a onda de constrangimento. O corredor estava silencioso, mas cheio de olhares que, mesmo que inexistentes, eu sentia pesarem sobre mim. Os seguranças me cumprimentaram com acenos discretos; os empregados, alheios ao que tinha acontecido, apenas seguiam suas rotinas. Meu coração parecia querer saltar p