A parede do galpão era áspera, coberta por camadas de infiltração seca e tinta industrial descascando, mas para mim, naquele momento, era o quadro em branco mais valioso do mundo.
Eu estava de pé há quase duas horas, descalça sobre o chão de cimento frio e manchado de óleo. Meus dedos estavam pretos. Eu tinha encontrado um pedaço grosso de grafite industrial e um carvão de solda abandonados na bancada de metal enferrujada, e estava usando os dois para rasgar a superfície da parede. A camisa soc