Arthur
— Que porra, Nathalia, coloca a droga do cinto! — berro irritado.
— Bernardo tinha razão. — Ela continua. Parece não estar escutando uma palavra que estou dizendo. — Você nunca saberia me amar. É a droga de um mulherengo, e eu…
— O cinto, Nathalia! — insisto, quando piso no acelerador e ganho o asfalto.
— QUE SE FODA A PORRA DO CINTO, ARTHUR!
Merda! Merda! Merda!
Xingo mentalmente, batendo forte contra o volante. E, enquanto faço isso, ela chora e grita comigo. Mas algo dentro de mim nã