CLAIRE
A viagem de volta para casa foi silenciosa, mas não desconfortável. Gabriel dormia profundamente no banco de trás, exausto do dia cheio na cabana. Enquanto dirigia pelas estradas sinuosas que nos levavam de volta à mansão, observei pelo retrovisor o rosto de Lucas. Ele olhava para a janela com uma expressão pensativa, como se estivesse tentando encaixar peças de um quebra-cabeça que nunca havia montado.
— Você está bem? — perguntei, quebrando o silêncio.
Ele demorou a responder, mas, qua