LUCRÉCIA
Sento-me no estofado de couro macio da limousine a caminho do aeroporto privado, com a respiração entrecortada e as mãos tremendo de pura indigtação. A humilhação de ter sido escoltada como uma criminosa pelos próprios homens da minha família queima como ácido nas minhas veias. Não consigo aceitar a ideia de ser despachada de volta para a Itália enquanto aquela camareira comemora a vitória ao lado do Amadeo. Pego o meu celular na bolsa de grife e disco diretamente para o número do meu