LUCRÉCIA
Continuo sentada à mesa do restaurante de luxo, com o celular grudado na orelha, sentindo o sangue ferver de ódio a cada segundo que passo digerindo a audácia de Amadeo. O som da voz de CESARE volta a preencher a linha, ponderando sobre a minha recusa em me casar com o caçula, mas o meu foco agora não é negociar pretendentes; é traçar a estratégia exata da minha destruição.
— Pai, escute bem o que eu vou te pedir agora — digo, ditando cada palavra com uma frieza glacial e autoritária.