POV: Tainá
Renata não parecia uma ameaça.
Era isso que tornava tudo pior.
A mulher diante do portão tinha joelhos trêmulos, lábios rachados e olhos de quem fora ensinada a pedir desculpas até pela própria sombra. O casaco que usava era masculino, grande demais, molhado na barra. A fita azul em seu pulso estava amarrada com um nó perfeito.
Tainá conhecia aquele nó.
Na Santa Marta, fitas vermelhas marcavam posse. Fitas azuis marcavam devolução. Mulheres que desobedeciam e eram jogadas de volta ao