☆ Aneliese Moore ☆
O visor digital do relógio na mesa de cabeceira marcava 09h40 da manhã, mas os meus sentidos se recusavam a acreditar. Em qualquer outro lugar do mundo, a essa hora, a luz do sol já teria reivindicado o quarto, atravessando as cortinas e ditando o ritmo do dia. Ali, no entanto, o tempo parecia ter sofrido uma fratura. Foram quase quatorze horas de um voo que atravessou fusos e oceanos, deixando meu corpo em um estado de exaustão flutuante, mas o que realmente me arrancou do s