EXPURGO DA CULPA
EVANDER
A porta dupla do meu escritório se fecha com um estalo seco, mas o silêncio que se instala na sala não traz paz. O ar ainda parece contaminado pelo rastro daquele perfume importado sufocante e pela energia imunda que a Pâmela deixou para trás. Caminho até a minha mesa, sentindo uma pulsação violenta nas minhas têmporas. A fúria, cega e avassaladora, começa a subir pelo meu peito como uma maré de lava.
Chuto um pedaço de papel do projeto que havia ficado para trás no ch