CAPÍTULO TREZENTOS E OITENTA E DOIS — EU PRECISO DELA.
VICTOR BALTIMOR.
Enquanto eu tentava raciocinar e recobrar minha calma, Pablo continuou falando com firmeza.
— Deixe que eu cuido de tudo por aqui.
Olhei para ele.
— Você vai cuidar daquele velho?
Ele assentiu e falou com deboche.
— Se ele ainda estiver vivo depois da surra que levou de você.
Fechei os olhos por um instante. Eu havia perdido o controle e me excedido. Depois respondi friamente.
— Faça tudo para mantê-lo vivo.
Minha voz já não tinha qualquer emoção, a varri para o fundo da minha