Sem esperar resposta, ela se vira e sai do escritório.
A porta se fecha.
Por alguns segundos, o silêncio domina o ambiente.
Souza afrouxa a gravata e passa a mão na testa suada antes de se jogar na cadeira.
— Você me salvou… eu já não sabia mais o que dizer.
A madrasta continua olhando para a porta por onde Selena saiu.
— Sinto algo diferente nela…
Souza franze a testa.
— Diferente como?
— Pelo relatório do orfanato, Selena era uma criança fechada. Quase não falava com ninguém.
Souza fica em s