A luz entra pelas frestas da cortina.
Selena abre os olhos antes do alarme tocar. Fica alguns segundos parada, meio entre o sonho e a realidade, quase esperando ouvir Pierre chamando do outro lado da porta.
Mas só tem silêncio.
Ela respira fundo.
Está em casa.
Vira o rosto para o teto, levanta devagar e passa a mão no cabelo. Lembra dos aeroportos, das cozinhas que não eram dela, dos quartos onde nunca desfez a mala direito. O tablet continua na mesa ao lado, tela escura. Ela olha, mas não toca