Três anos e meio depois.
Selena encosta a testa no vidro do avião. As nuvens passam lentas, indiferentes.
O sobrenome Souza pesa diferente agora — como desafio. Ela não é mais a órfã rejeitada. Tem nome. Carreira.
O coração acelera.
Sente o portão rangir quando empurra. O jardim está aparado, a janela aberta.
Claudia surge na porta, pano de prato na mão. O movimento trava no meio. O pano cai.
— Selena… — Claudia atravessa o quintal e segura o rosto dela com as mãos.
— Tia… — Selena solta,