Quando a distância começa a criar dentes
CAETANO SIQUEIRA GOUVEIA
Segunda-feira chegou sem pedir licença.
O relógio marcava quase oito da manhã e o celular continuava do mesmo jeito desde o fim de semana. Nenhuma mensagem nova. Nenhum aviso. Nenhuma reclamação. Nada.
E aquele nada começou a me incomodar mais do que qualquer cobrança.
Eu estava sentado atrás da mesa do escritório, o notebook aberto em relatórios que eu não lia de verdade. Minha atenção ia e voltava para a tela do celular como u