DULCE
Damião finalmente se rendeu.
Depois de tanta insistência minha — e do sermão nada discreto do doutor Álvaro — ele suspirou derrotado e caminhou até a cama.
Deitou-se com cuidado, apoiando a cabeça no travesseiro enquanto fazia uma pequena careta por causa da costela.
Aproximei-me dele novamente.
— Vou aproveitar para preparar alguma coisa deliciosa para o jantar.
Ele ergueu uma sobrancelha.
— Ah, é?
Assenti.
— Você precisa comer direito. O médico foi bem claro.
Ele fingiu pensar