A manhã seguinte não só amanheceu; explodiu sob o estrondo obsceno dos noticiários. Desde a alvorada, o sobrenome Casalins ardia em cada tela do país como uma marca em brasa. As imagens do casamento entre Nahla e William sucediam-se num loop frenético, uma dança grotesca de seda e escândalo, escoltada por títulos que pingavam julgamentos sobre moral, ambição e um poder que muitos invejavam.
Os jornalistas despedaçavam uns aos outros: uns erigiam Nahla como mártir, outros a lapidavam, assegurand