Catarina e Leon-68
LEON
A noite sempre teve um jeito estranho de aumentar o tamanho dos pensamentos.
Durante o dia, a fazenda me obrigava a continuar em movimento. Havia cercas para consertar, reuniões para resolver, funcionários para orientar, animais para acompanhar. O trabalho ocupava as mãos e, por algumas horas, também ocupava a cabeça. Mas, quando o sol desaparecia atrás dos morros e o casarão mergulhava no silêncio, não havia mais para onde fugir.
Terminei de jantar sozinho. Nani ainda a