Todas as curvas do caminho

Todas as curvas do caminhoPT

Gisele Fortes  Completo
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Resumen
Índice

Clara e Eva são filhas de duas grandes amigas e nasceram quase ao mesmo tempo. As meninas crescem juntas e se tornam uma dupla inseparável, sustentando uma amizade verdadeira e criando laços mais fortes do que o próprio sangue. Até que um acontecimento na infância das meninas transforma os seus destinos, fazendo com que Clara se sinta culpada pelo sofrimento de Eva e passe a abdicar da sua própria vida em prol da felicidade da amiga. Mas o caminho que une essas mulheres é repleto de curvas traiçoeiras e coloca mais um grande obstáculo em suas trajetórias. Lindo e gentil, Leonardo desperta a paixão de Clara e Eva, colocando-as em lados opostos e exigindo escolhas muito difíceis de serem feitas. O que falará mais alto nesse turbilhão de emoções? Será a culpa, a amizade ou o amor verdadeiro?

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24 chapters
PARTE 1 - PRÓLOGO
1991Bianca Estou a caminho do hospital e, estranhamente, me sinto calma. Achei que fosse enlouquecer quando a bolsa estourasse, mas, de alguma maneira, estou inundada pela paz. Não posso dizer o mesmo do meu marido. Roberto está eufórico e absolutamente histérico. Não sabe o que faz, o que fala e, principalmente, onde põe as mãos. Chega a ser bonitinho vê-lo assim; parece um menino assustado.  Nem acredito que o grande dia chegou e que, em pouco tempo, terei a minha menina nos braços. Sei que tudo vai mudar a partir de agora e fico grata por isso.Quando chego ao hospital, o meu obstetra me examina e constata que já estou com 10 cm de dilatação. As contrações estão cada vez mais próximas e doloridas. Já na sala de parto, sinto que a minha bebê está pronta para estrear no
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CAPÍTULO 1
2013Clara, 22 anos  É o meu aniversário de 22 anos. E, como acontece desde que nasci, vou comemorar junto com Eva: minha melhor amiga e minha irmã do coração. Nossas mães eram muito amigas e tiveram a gente no exato mesmo dia. Desde então, somos uma dupla inseparável: um time no qual ninguém ousa mexer.Fazemos quase tudo juntas, desde caminhadas para nos exercitar, passando por idas ao shopping para comprar roupas até, claro, saídas noturnas para nos divertir. Em casa, também fazemos companhia uma para a outra, dividindo tarefas domésticas e assistindo aos mesmos programas na TV. Eu sou melhor na cozinha, mas ninguém supera Eva na limpeza. Então, usamos os nossos talentos particulares para ajudar meus pais a cuidar do apartamento e damos muitas risadas no processo. Estar com a minha irmã &eacut
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CAPÍTULO 2
2000Clara, 9 anos  Estou muito empolgada com o programa que vamos fazer hoje. É muito bom sair com os pais da Eva: eles são engraçados e muito divertidos. Sempre quis ir a Grumari. Minhas amigas da escola comentam que a praia é linda e deserta, igual às dos filmes que passam à tarde na televisão. Eu me sinto em uma aventura e estou louca para brincar muito naquelas areias branquinhas.Passamos o tempo mergulhando, correndo e fazendo castelos. Comemos uma comida muito gostosa, e a tia Ellen compra sorvetes de chocolate como sobremesa. Já são cinco horas da tarde, e estou cansada, mas não quero que o dia acabe.Recolhemos as nossas coisas, entramos no carro e seguimos em direção à minha casa. No caminho, eu me lembro do Mirante que todo mundo fala, que fica no Leblon. Nunca fui lá antes. O Sol já
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CAPÍTULO 3
2013Clara, 22 anos  Passo a noite praticamente em claro, tentando entender a minha nova realidade: Leo é a paixão obsessiva de Eva. Parece uma daquelas piadas de péssimo gosto, mas, infelizmente, não é.Olho o meu celular, e tem dezenas de ligações perdidas de Leonardo e várias mensagens de texto e de voz. Começo a ler e a ouvir as palavras que ele deixou. ►“Clara, eu quero pedir desculpas. Para começar, por ter passado a noite com outra mulher. Eu estava muito bêbado e me arrependi amargamente. Nós não estamos namorando oficialmente, mas eu já sou completamente apaixonado por você. Não podia ter acontecido. E eu... eu nunca poderia imaginar que a Eva era a sua irmã. Parece um pesadelo.” “Olha, eu sei que você está fer
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CAPÍTULO 4
2002Clara, 11 anos                                 Mamãe e papai decidiram que vão nos levar para um acampamento de férias. Estou bem animada, até porque é a primeira vez que a gente vai viajar em dois anos. Além de ficar em um local lindo, cheio de natureza, tem várias atrações legais: canoagem, trilhas e escorregador na lama. Tenho esperança de que Eva se esqueça um pouco da saudade dos pais e se divirta ao meu lado. E, claro, que eu consiga não pensar, pelo menos um pouquinho, na tristeza que causei.Em todo o tempo que passou desde o acidente, não tem um dia em que não me sinta mal pelo que fiz. O pior é ver Eva chorando, com dificuldade at&eacut
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CAPÍTULO 5
2013Clara, 22 anos Já faz quase um mês que terminei com Leo, e a sensação que tenho é que fica cada dia mais difícil. Estar longe dele é doloroso demais. Ele tem me procurado de maneira insistente, mas simplesmente ignoro todas as mensagens e ligações. Até no meu estágio ele apareceu, mas pedi que o mandassem embora. É muito triste dizer adeus a quem se ama e ver a pessoa sofrendo, sem poder fazer nada. Mas eu realmente não posso.Depois de uma tarde agitada no trabalho, entro em casa desejando um banho demorado e a cama. Logo de cara, encontro Eva cabisbaixa no sofá, pálida e com aparência de quem passou o dia chorando. Meu coração fica imediatamente apertado. Deixo as minhas coisas em cima da mesa e me sento ao seu lado com cuidado.— Por que essa carinha triste, Eva?
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CAPÍTULO 6
2003Clara, 12 anos  Na hora do jantar, papai diz que tem uma surpresa para nós. Ficamos ansiosas, querendo logo saber do que se trata. Ele faz suspense até a sobremesa, mas, enfim, revela o mistério: vamos passar as férias nos Estados Unidos. Damos gritinhos de comemoração e fazemos a nossa dancinha da vitória; estamos muito empolgadas. Mamãe conta que cabe a nós duas, eu e Eva, decidirmos a cidade que iremos visitar.Eu grito, na hora, que quero ir à Disney. É o meu sonho desde sempre e sou completamente apaixonada pelo universo de magia do lugar. Imagino as cores, os personagens, os brinquedos. Começo a sonhar acordada com a possibilidade de, enfim, pegar um avião para Orlando. Eva faz uma cara feia para a minha sugestão.— Disney, Clarinha? Isso é coisa de criança! A gente j&aacu
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CAPÍTULO 7
2014Clara, 23 anos Estou completamente apaixonada por João Pedro. Ele é um bebê sorridente e calmo, que encanta todos à sua volta. Quando o seguro nos braços, sinto uma imensidão invadir o meu peito, um sentimento imensurável tomar conta de mim. É puro, verdadeiro, transparente. Tiro um mês de férias e vou à casa de Eva quase todos os dias, depois que Leo sai para o trabalho. Passo a tarde com eles e ajudo em tudo o que posso: dou banho, coloco para arrotar, levo para pegar sol e seguro na hora das cólicas. Ela aproveita a minha presença para cochilar e se recompor. Não é fácil cuidar de um recém-nascido.Aos poucos, as coisas estão se encaixando e a vida vai voltando para o seu rumo. Embora ainda ame Leonardo, o meu sentimento está cada vez mais adormecido, domado, represado
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PARTE II - CAPÍTULO 8
2018Clara, 27 anos  Eu e Eva estamos com 27 anos. É impressionante como os últimos anos voaram. Ao mesmo tempo que foi difícil administrar a minha paixão por Leonardo, recomeçar a vida e ajudar na criação do João Pedro, tenho a sensação de que passou rápido demais. Meu afilhado já tem quatro anos e esbanja esperteza. Ele é apaixonante, carinhoso, sagaz. Adoro levá-lo para passear e vê-lo sorrir enquanto nos divertimos juntos.Hoje, posso dizer, de boca cheia, que sou uma escritora, como sempre quis. Acabo de colocar o ponto final no meu segundo romance de ficção. Nem acredito que consegui terminar mais uma história e que, em breve, ela será lançada para o mundo. Tenho conciliado o meu trabalho na revista com a carreira na literatura. Estar na Em Nome da Ciência t
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CAPÍTULO 9
2005Clara, 14 anos  Vamos a uma festa na casa do Paulo, um menino muito popular da escola. Estamos animadas e até compramos roupas novas. Eu vou com um vestido preto justinho, que tem pequenos detalhes em branco. É discreto, mas muito bonito. Eva, por sua vez, se apaixona por um conjunto de saia e blusa dourado: lindo, mas ousado e bastante chamativo. É a cara da minha irmã!Eva cisma que precisamos levar bebidas alcóolicas para parecermos descoladas. Ela quer começar a beber de qualquer maneira. Eu faço de tudo para tirar essa ideia estapafúrdia da cabeça dela, enumerando todas as coisas erradas que mexer com álcool pode ocasionar. A gente só tem quatorze anos e não tem por que querer apressar as coisas. Cada coisa na sua idade, no seu tempo certo. Mas claro que meu esforço é totalmente em vão.Leer más