Insanamente encarcerados

Insanamente encarceradosPT

Kerley Carvalho   En proceso
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Resumen
Índice

Sinopse: Insanamente encarcerados Ir para a prisão era a última coisa que esses personagens esperavam. Cada um com sua turbulenta vida que na maioria dos casos era regada de muita ostentação. Suas histórias mudarão por completo ao adentrarem o Complexo correcional Klark Jackman em Sydney na Austrália. Alguns deles farão amizades sinceras, ao contrário de outros que serão alvos de intrigas. Sobreviver em um presídio misto não será uma tarefa fácil, principalmente quando o prazer está em jogo. Homens, mulheres e seus infindáveis desejos. O que será que pode acontecer dentro de uma prisão quando eles estão: Insanamente encarcerados? Venha conhecer a história de cada prisioneiro(a) e se envolver intensamente. CONTÉM CENAS DE SEXO E LINGUAJAR INAPROPRIADO PARA MENORES DE 18 ANOS.

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87 chapters
Prólogo
Desde pequena que eu sempre sonhei em explodir um prédio inteiro e, agora, com meio século de vida, continuo pensando da mesma forma. Ver todos os preparativos com explosivos altamente perigosos e, por vezes, até proibidos pelo governo, enche o meu coração de esperanças. Sorrisos insistentes povoam meus lábios. Já assisti a todos os documentários que encontrei sobre explosões e, ver corpos carbonizados e destruição, exaltava o meu ego. Seria tão fácil acabar com vários bandidos de uma só vez, será que a polícia não pensa? Bastaria colocar todos no mesmo lugar e explodir. Bummmmm! O mundo estaria livre do crime para sempre. — Senhora, tem certeza de que vai querer instalar explosivos por todo o presídio? — o rapaz novo e bonito me indaga. — Isso eu já lhe respondi um milhão de vezes! — brado. — Sim, quero explosivos por todo o Klark Jackman. — Hum, tudo bem! — ele tem uma cara de nerd, sempre gostei de trabalhar com pessoas assim. — Precisare
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Capítulo 1 - Evidências (parte 1)
Ano de 2.020 Sydney – Austrália “A nostalgia é algo que achamos que está embaçado, mas é dor. Dor sobre o passado.” Peter Carey   Penélope Sanchez   Olhar para o teto frio e cinza não é exatamente o que me faria feliz neste momento, mas sim ver as estrelas perdidas na imensidão do céu ou, ainda, contemplar a lua prateada. Estes dias estão sendo difíceis e, por mais que eu seja vista como a louca que ama sorrir e que adora um flerte, ao colocar minha cabeça no travesseiro, só eu sei na real o que se passa em minha turbulenta mente. Hoje completa mais um dia de reclusão no Complexo Correcional Klark Jackman[1] em Sydney na Austrália. Noventa dias encarcerada e sem previsão de saída. Eu levava uma vida maravilhosa regada a festas noturnas com bebida de qualidade, homens lindos e muito sexo. Durante o dia, eu trabalhava vendendo armas e drogas.
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Capítulo 1 - parte 2
Willy Foster “Eu só quero relaxar e dançar uma, cara Eu só quero pegar sol no meu 7- 45 Você me deixa louco, mina Eu preciso te ver e senti-la perto de mim Eu darei tudo o que você precisa Eu gosto do seu sorriso e eu não quero ver você chorar Tem algumas perguntas que tenho que fazer E espero que você venha com as respostas, mina.”   Curtir um som de qualidade é a única coisa que me faz querer sobreviver dentro desta cela horrorosa. A música “21 Questions – 50 Cent” não para de tocar, já voltei nela umas cinquenta vezes só hoje. Minha amada esposa Kyla adorava essa música e sei que, onde ela estiver agora, ficará feliz ao ver que ainda ouço. Não posso negar que sempre fiz coisas erradas na vida, bom, erradas para a sociedade, porque para mim eram um trabalho. Eu era chefe de uma gangue de tráfi
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Capítulo 1 - parte 3
Álex Francis Cartter Vingança! É o sentimento que não sai da minha cabeça desde que cheguei a este presídio. Ninguém ousa chegar perto de mim, minha face carrancuda não permite. Meus bilhões foram congelados e o meu advogado não está conseguindo fazer muita coisa para me tirar daqui. Estou começando a sentir saudades de fitar os olhos das vítimas nos seus instantes finais de vida. A cada morte, um mix de sensações diferentes povoava o meu ser. Sou assassino de aluguel há mais de dez anos e, acredite:  mesmo não tendo nada a ver com as pessoas que matei, juro que depositei todo meu ódio em cada execução, exceto por uma vez em que foi uma mulher, pois ela pediu tanto para não ser morta que eu quase desisti. Até aquele dia, eu pensava que não possuía coração, ou, que ele era realmente feito de pedra. — Pelo amor de Deus, não me mate, eu lhe imploro! — ela unia as mãos em frente a boca enquanto lágrimas de desespero lavavam o rosto
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Capítulo 2 - Klark jackman (parte 1)
“Um homem pode lutar contra todos os inimigos, menos os que vivem em sua própria casa.” Morris West   Rick Travor Acordo mais cedo do que desejava, antes mesmo do despertador soar seu grito estridente. Há dias estou tendo problemas com a insônia e estou quase convencido de que devo procurar um médico. Minha amiga de trabalho, Megan, vive dizendo para eu procurar ajuda. Posso até ir ao médico, só me recuso a tomar remédios para dormir, sei bem o que esses antidepressivos fazem com o corpo da gente. Entro debaixo do chuveiro e tomo um banho rápido. Seco-me e entro na farda azul marinho. Preparo café e ovos mexidos. Como vagarosamente enquanto checo meus e-mails. Billy, meu cão da raça blueheeler, choraminga do lado de fora, ele faz isso todas as manhãs ao ouvir o som da minha mastigação, é o cachorro mais safado que eu já tive na vida e ama comer comida de humano.
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Capítulo 2 - parte 2
Andie e eu nos sentamos enquanto Angelic nos prepara um chá. Graças a Deus aqui no Klark Jackman temos algumas regalias como, por exemplo, cada preso tem uma cela com uma cama, uma mesa com cadeira e um pequeno armário de roupas embutido na parede, além de ter porta com tranca e uma janela. Só usa uniforme quem quer e algumas joias são liberadas quando o comportamento vai bem. Durante o dia, temos infinitas atividades para fazer e, ao terminar, podemos ficar todas juntas no pátio que fica no centro das celas. — E aí, Arlequina! — é Willy Foster, o famoso “Carne Seca”. Ele me apelidou desde que cheguei afirmando que a semelhança entre mim e a atriz que interpreta a Arlequina do filme “Esquadrão Suicida” é muito grande. Todos os dias batemos um papinho quando eles são liberados a descer para o banho de sol. Pelo menos nessa hora, temos um pequeno contato com os homens, mesmo que seja pela grade. — E aí, Will, como vai? — Ahhh! Tá pampa, Mate[1]! Poderi
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Capítulo 3 - Vidas e vidas (parte 1)
“Para nos construirmos a nós próprios, é também necessário destruirmo-nos a nós próprios .” Patrick White   Megan Shelby Acordo com meu filho Cristian pulando em cima da cama, logo, Ethan faz o mesmo. Ser mãe de dois filhos, sendo um com nove e outro com seis, é uma tarefa árdua. — Bom dia, pimpolhos! — Yan, meu marido diz. — Bom dia, meu amor! — ele me abraça e beija meus lábios com ternura. — Ecaaaa! — Cristian e Ethan dizem em uníssono nos fazendo cair na gargalhada. Eu amo a minha família! Enquanto tomo banho, Yan prepara o café, graças a Deus ele me ajuda muito, não sei o que seria da minha vida sem um marido tão maravilhoso. Coloco a farda, prendo meus cabelos num coque e coloco o quepe[1]. — Temos panquecas, vem logo, amor! — Yan grita anunciando que o café está na mesa. Cristian e Ethan já estão saboreando panquecas com mel e tomando chocolate quente. Sento-me, colo
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Capítulo 3 - parte 2
Penélope Sanchez Megan nos conduz até o pátio, pensávamos que estávamos indo para o banho de sol de todas as manhãs, mas desta vez os homens também estavam descendo. — Uuuuullll! Estamos indo pra onde? Uma festa? — indago-a com um sorriso de canto a canto. — Não, o diretor quer falar com todos os prisioneiros de uma só vez — ela responde. — Estou adorando isso! — Angelic e Andie grudam cada uma num braço meu e caminhamos juntas, rindo muito, até que, enfim, Andie está mais calma, é muito bom vê-la feliz. Sentamo-nos cada uma em uma cadeira e tudo estaria perfeito se Jenniffer McDonald não tivesse se sentado justo do meu lado. — Mas que diabos você está fazendo aqui, hein? — Acabando com os seus dias de paz, Pennie! — odeio o sarcasmo dela. — Já vou avisando, não brinca comigo. — Calma, loira oxigenada, eu não vou fazer nada por agora. — Bom mesmo! As companheiras dela ol
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Capítulo 4 - Devaneios (parte 1)
“O ser humano é contraditório. Um punhado de bem, um punhado de mal. É só misturar com água.” Markus Zusak   Álex Francis Cartter 01:00 AM Até agora não consegui pregar os olhos, fico devaneando um amontoado de coisas que não me deixam descansar. Gregory Jones não sai da minha cabeça, meu sangue ferve nas veias, tenho ódio contido nelas. Eu preciso sair daqui, preciso matar novamente, isso faz parte da minha vida. Hoje, Willy Foster se aproximou de mim, foi o primeiro preso que ousou me dirigir a palavra. De início, permaneci calado, ouvi-o sem esboçar nenhum tipo de expressão, mas algo dentro de mim precisava gritar, então, falei. Ele conversa demais, ao contrário de mim que sempre fui mais calado, ou, completamente calado. Sempre tive comigo que boca calada não entra mosquito. Ele me contou um pouco da sua história, sobre o tráfico, as noites regadas a uísques caros e a
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Capítulo 4 - parte 2
Andie Cooler 04:30 AM Não consegui adormecer por nada nesta noite. A preocupação com Brad está me matando. Direcionei boas vibrações a ele e pedi a Deus por meio de orações que o proteja onde estiver, e que não permita que nada de mal o aconteça. Lembro-me de mamãe e a peço que, de onde estiver, ajude-nos, cuide de nós. Peço-lhe também perdão por ter falhado como irmã quando não fiquei mais atenta e confiei cegamente que Brad seria um bom homem. Chorei tanto que sinto uma dor de cabeça insistente. Esta tem sido uma das piores noites desde que cheguei ao presídio. Sinto como se eu fosse imprestável, e de fato estou. Angelic me disse que pedirá ao seu advogado para arrumar um para mim. Agradeci, mas disse que não tenho condições de bancar um advogado. Ela me acalentou dizendo para que eu apenas aceite a ajuda e que, quando sair daqui, eu trabalho e pago.   05:00 AM Desisto de tentar dormir,
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