Mundo de ficçãoIniciar sessãoEm um mundo mergulhado na Noite Eterna, governado pelo tirano conhecido como O Chefe, a jovem ferreira Luna vive para proteger seus irmãos, Milena e Igor. Tudo muda quando seu pai, Silas, é levado pelas autoridades, deixando para trás um segredo: o Pingente do Sol. A paz é curta e Luna descobre que seu namorado, Marcos, não morreu na guerra, mas foi levado para uma ilha distante. Ela o encontra sob o domínio de Selina, uma bruxa má que usa Marcos como um "cálice" para drenar sua energia e escapar de sua prisão.
Ler maisO som estridente não era um convite, era uma sentença. As batidas secas na madeira da porta ecoaram pelo quarto pequeno, arrancando-me de um sono sem sonhos, tinham sido assim durante os últimos meses. Levantei-me num sobressalto, o coração já acelerado por um instinto que eu não sabia que possuía. Joguei uma blusa qualquer sobre os ombros e abri a porta, esperando encontrar o silêncio da madrugada, mas dei de cara com o pânico.
Tia Rose entrou como um furacão de ansiedade. Seus olhos, normalmente gentis, estavam arregalados. — Luna, acorde seus irmãos. Agora! Vão se esconder — ela ordenou, a voz falhando num sussurro urgente. Eu a encarei, a mente ainda enevoada pela sonolência. Queria perguntar o que ela fazia ali àquela hora, por que suas mãos tremiam tanto, mas a visão dela colada à janela, vigiando as sombras da rua com o corpo rígido, silenciou minhas dúvidas. O medo dela era contagioso. Corri para o quarto dos gêmeos. Milena e Igor dormiam o sono pesado da inocência, alheios ao mundo que desmoronava lá fora. Sacudi-os com firmeza, ignorando seus resmungos de protesto. Peguei o que pude — um cobertor, um pouco de pão — e os guiei pelo corredor escuro até a oficina de meu pai. O cheiro de ferro frio e carvão, que antes me trazia conforto, agora parecia o cheiro de uma tumba. — Luna, os pilotos voltaram? — Igor perguntou, a voz miúda e carregada de um pavor que nenhuma criança deveria conhecer. — Sim, mas vamos ficar bem — menti, enquanto minhas mãos buscavam a trava escondida debaixo da mesa pesada de carvalho. A porta secreta rangeu levemente ao abrir. O vão escuro sob o assoalho da forja era o nosso último recurso. — Entrem — ordenei. Abracei cada um deles com uma força que beirava o desespero. Senti o cheiro de sabão no cabelo de Milena e o calor do corpo pequeno de Igor. No fundo da minha alma, um grito silencioso dizia que aquela poderia ser a última vez que eu os tocaria. — Você vai buscar o papai? — Milena perguntou, as lágrimas finalmente vencendo a barreira de seus cílios. — Vou trazer ele e o Marcos de volta. Eu prometo. Tia Rose surgiu na oficina, ofegante. O esforço físico de poucos metros parecia ter exaurido seus pulmões. Ela passou por mim e desceu para o esconderijo, puxando as crianças para perto de si no espaço apertado. — Luna, entre! Rápido, eles já estão na porta da casa! — ela implorou, estendendo a mão trêmula. Eu olhei para ela e sorri. Não era um sorriso de felicidade, mas de aceitação. — Desta vez eu vou encontrá-los, tia. Leve-os para as montanhas ao sul. Procure por Raquel, ela lhes dará proteção. Antes que ela pudesse protestar ou me puxar para baixo, bati a porta secreta. O som do metal se encaixando selou o destino deles e o meu. Fui até a caixa de ferramentas de meu pai, peguei meu grampo de cabelo e a pulseira de couro — meus únicos amuletos. Quando os homens de branco arrombaram a porta da oficina, eu não lutei. Deixei que suas mãos frias me segurassem. "Procure a filha do ferreiro", ouvi um deles dizer. Eu era a presa que eles buscavam. Enquanto era arrastada pelas ruas de Mandland, a cena era um pesadelo pintado em tons de cinza. Pessoas choravam nos degraus de suas casas; outras corriam sem destino, apenas para serem derrubadas. Fui jogada em uma prisão móvel, uma caixa de metal sobre rodas que cheirava a suor e medo. Ali dentro, o silêncio era interrompido apenas por soluços baixos. Alguns, porém, mantinham um brilho doentio nos olhos — a esperança de que a "Ilha" fosse a solução para a Noite eterna que assolava nossas terras. — Oi, eu sou a Julie — uma voz suave quebrou meu transe. Uma mulher de cabelos vermelhos e olhos claros me observava. — E você? — Luna — respondi, sem forças para manter uma conversa. O tempo tornou-se uma massa amorfa. Foram dois dias de viagem através da escuridão constante, até que, subitamente, uma luz violenta feriu nossas retinas. Meus olhos arderam; eu nunca tinha visto o sol com tamanha intensidade. A paisagem que se revelava era bela, mas estrangeira. Os guardas pararam apenas para nos dar água morna e um pão tão duro quanto as pedras do caminho. — Quanto tempo você acha que falta? — Julie perguntou, protegendo os olhos com a mão. — Deve estar perto. Já se passaram dois dias — respondi, sentindo o balanço da carruagem nos ossos. — Minha mãe ficaria feliz em ver como o dia é belo aqui — ela forçou um sorriso triste. — Luna, posso lhe pedir um favor? Se eu não conseguir chegar à ilha... você procuraria meu avô por mim?TALITA ORSIA bela mulher de cabelos dourados e olhos escuros, uma das mais poderosas de sua espécie, se viu apaixonada por um mero humano cujo nome era Marcos Canale. Talita Orsi é a filha mais nova do rei da noite Thales Orsi.Talita sai de casa com seus três irmãos, Elias, Victor e Zoe para nadar no rio que dividia a floresta, em sua verdadeira forma ela e os irmãos se divertiam, no entanto nem tudo que era bom durava pouco. Uma cobra branca também está ali, Zinha, namorada de Victor, uma verdadeira interesseira que deseja se apossar da tesoura da ilha.'' Oi pessoal.'' Zinha fala mudando sua forma, agora com a aparência humana.''Oi.'' Todos dizem em unisom.''O que você veio fazer aqui sem ser convidada?'' Zoe pergunta, pois assim como eu, ela também não gosta da namorada de Victor, o irmão mais velho.'' Eu só vim avisar que vou em uma missão dada pelo meu sogro.'' Ela fala orgulhosa, dá um beijo em Victor e sai. Zoe voltou assim como eu e
ANTONIO OLEGANChego em uma ilha , a última coisa que me lembro foi da explosão não sei onde Luna, rose e igor estão mas rezo para que eles estejam bem, olho para a vegetação e vejo uma criança e só então lembro de Milena, me aproximo da criança e vejo que não é minha filha, tento acordá-la mas alguém vem em minha direção.'' Não toque nela, se afaste.'' Uma mulher de cabelos cacheados fala alto, me afasto e vejo que ela corre para a criança que ainda está desacordada.'' Você viu uma menina nesta altura....'' falo para como a Milena se parece.'' Sim ela estava aqui até agora a pouco com o senhor.'' MARCOS CANALETudo aconteceu tão rápido que não tive tempo de pensar direito e aqui estou, em uma ilha, não me lembro de nada antes de chegar aqui. Talita me falou que eu bate a cabeça e devo ter perdido a memória.'' Marcos, onde você vai?'' A mulher pergunta.'' Na caverna.'' Ele fala já na porta prestes a ir.'' Você não pode ir lá.'' Talita vê que Marcos não dá importância e vai mesmo assim, aflita e pensando no pior ela segue o homem.'' Você vai ficar me seguindo?'' Ele para de caminhar abruptamente.'' Mesmo eu falando que você não pode ir, não me escutará.'' Marcos continua a andar, assim que chegar próximo a caverna Talita fica parada e se procura um lugar para espera pelo homem, essa área era proibida a sua espécie.'' Você não vem? Marcos pergunta vendo que a mulher parou de segui-lo.'' Acho melhor lhe esperar aqui.''''Ok.'' Perdida em seus pensamentos ao ver o moreno de costas largas vestir o casaco preCapítulo 12
LUNA OLEGANEscutei o que Igor falou e me senti culpada porque eu não podia ter deixado ele sozinho, com esses estranhos.'' Prometo não te deixar sozinho.'' Falo abraçando o pequeno.''Agora vamos cuidar desse pé e depois irei dar uma lição nesse homem.'' Falei fazendo cara de brava e ele sorri.Igor está dormindo enquanto os outros ainda estão conversando sobre o acampamento. Olho para o céu nublado as ondas mais fortes devido a maré alta, e a brisa noturna bastante fria, aconchego Igor em um abraço para nos esquentar.'' Luna, como está o pé dele?'' Maria pergunta.'' Logo estará curado.'' Ela me olha e sorri.'' Sabe quando os pilotos veio para minha cidade...'' Maria faz uma pausa. '' Troquei de lugar com minha irmã mais nova e vim em seu lugar,um pastor nos enganou dizendo que seria para um bem maior e s&o
Luna estava em alto mar com seu irmão, ao longe viu a explosão do navio ficou receosa pois não tinha ideia se a criatura morreu com a explosão, caso ainda vivesse ela e outros sobreviventes poderiam estar em perigo. A tempestade acaba com o nascer do dia.''Que lindo''exclamou ao ver o nascer do sol, não sabe como e nem quando adormeceu, talvez o frio a fizesse perder a consciência pois só acordou com a voz de Igor a chamando.''Luna acorde.'' O menino insistia a chamar- lá, ouvia mas seus olhos estavam muito cansado e sem corpo quase sem força para se mover, tentou falar mas sua voz não sai, o menino viu a irmã abrir a boca mas nenhum som saiu, ficou aliviado pois ela estará viva, pegou na mão da irmã e aco
✳✳✳ Faz duas horas que estamos no navio. O navio não era velho, mas onde ficamos estava em um estado crítico, como podiam nos deixar em um ambiente empoeirado, e sujo. O frio se fez presente ao cair da noite a comida que distribuiu a nós era a pior, a água estava quase em seu fim, sofrimento e tristeza dos que estavam presentes logo foi notado com o passar dos dias, com alguns pães que eu tinha guardado a
Último capítulo