AUGUSTO MONTSERRATAlina havia saído há mais de uma hora, e eu continuava na brinquedoteca com os gêmeos.Helena dormia encostada ao meu peito, enrolada em uma manta fina. Lorenzo permanecia no tapete, cercado por brinquedos, mas parecia muito mais interessado em tentar alcançar meus sapatos. Eu o afastava, ele voltava e repetia a tentativa com uma determinação que certamente herdou da mãe.A demora de Alina começou a me incomodar.Minha filha não era paciente, muito menos delicada quando precisava arrancar uma verdade de alguém, a italiana também tinha sangue quente. Conhecendo Sofia, a conversa poderia ter terminado em gritos, lágrimas ou algum objeto lançado contra a parede.Talvez nas três opções.Quando finalmente ouvi a porta da frente se abrir, entreguei Helena à babá e peguei Lorenzo antes de sair da brinquedoteca. Encontrei Alina no corredor, caminhando depressa em minha direção.Bastou vê-la para entender que alguma coisa havia acontecido.O rosto estava pálido, os olhos bri
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