POV: Damon A bandeja caiu no chão antes que eu conseguisse alcançar a funcionária. Taças se partiram sobre o mármore do saguão, espalhando vidro e champanhe diante de hóspedes que desviaram o corpo como se o desespero de outra pessoa pudesse manchar roupas caras. A jovem ficou imóvel. Pálida. O telefone ainda tremia em sua mão. “Desculpe, senhor Castellani.” A voz falhou. “Eu vou limpar. Eu pago tudo.” Olhei para os cacos aos nossos pés. Depois para os olhos dela. “Você se cortou?” “Não.” “Tem certeza?” Ela assentiu rápido demais. Uma supervisora já avançava em nossa direção, tensa, pronta para transformar o acidente em exemplo de disciplina. Ergui a mão antes que dissesse qualquer coisa. “Feche esta área.” A mulher parou. “Senhor, eu posso resolver.” “Então resolva sem humilhar ninguém.” A funcionária abaixou o rosto. Seu crachá dizia Marina. Vinte e poucos anos, uniforme impecável, maquiagem borrada sob um dos olhos. O telefone vibrou novamente. Ela o apertou co
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