12. Meu novo namorado
Belinda Por um segundo, acho que vou desmaiar. Minha boca abre e fecha sem emitir som. Pensei tanto nesse reencontro, ensaiei o tom debochado, mas, agora, sob a brisa morna do deck e o cheiro forte de maresia, meu corpo só quer sumir. Angélica se levanta com o bebê gordinho no colo. A maquiagem dela está intacta, mas a surpresa já deu lugar àquela raiva venenosa que conheço desde infância. Ela caminha até parar bem na minha frente. — Eu quero você fora daqui! — ela fala perto do meu rosto, as bochechas coradas de indignação.— Achei que você tinha me convidado. Lindo convite, por sinal — respondo, tentando engolir em seco para a voz não tremer. Meu olhar desvia por um segundo e pousa no bebê no colo dela. É o meu sobrinho. Ele veste um macacãozinho de linho cru, tem os olhos azuis-piscina do Gustavo e um tufo de cabelo escuro bem cacheado. É lindo. Um nó apertado dá uma volta no meu peito, sabendo que essa guerra absurda vai me manter longe dele para sempre. Angélica se vira para
Ler mais