Antes de subir na moto, Dante me observou por um longo momento. Em seguida, ele tirou a própria jaqueta e entregou-a para que eu vestisse. O ar tornava-se cada vez mais gélido à medida que a noite avançava. — Melhor se agasalhar. A viagem até lá vai demorar um pouco — avisou ele, com a voz mais calma e suave do que antes. Aceitei a peça, sentindo o calor que ainda emanava do seu corpo, e enfim me ajeitei. Já me preparava mentalmente para o impacto da partida brusca, mas para minha surpresa, Dante conduziu o veículo com velocidade reduzida dessa vez. A viagem transcorreu em paz, e senti-me confortável, embora sem entender o motivo da mudança de comportamento. Ao chegarmos à cabana, desci com o auxílio da sua mão e caminhamos lado a lado em silêncio. Mas as perguntas martelavam no meu peito, incapazes de se calar. — Dante... — chamei-o, parando. Ele virou-se para mim. — Sim, Frida? Mordi o lábio inferior, hesitante, sem saber ao certo se deveria tocar nesse assunto, mas to
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