O rosto de Matteo virou de lado com a força do impacto. O silêncio voltou a reinar no carro, mas desta vez era um silêncio perigoso. Eu me movi rapidamente para sair do colo dele, voltando para o meu canto do banco de couro, mas antes que eu pudesse me afastar por completo, senti a mão dele fechar-se novamente ao redor do meu pescoço, apertando levemente, apenas o suficiente para me imobilizar contra o encosto do banco. Os olhos dele eram pura lâmina.— Você tem muita sorte de ser a irmã de Massimo Capone, Sofia — ele sibilou, cada palavra saindo pausada e carregada de uma promessa sombria. — Se não fosse por isso, eu foderia com você até você não aguentar mais e depois a deixaria jogada em uma vala abandonada qualquer agora mesmo, só por você ter ousado levantar a mão para me bater. Ninguém me bate e sai ileso. Ninguém.Engoli em seco, sentindo a pressão dos dedos dele na minha garganta, mas me recusei a demonstrar o medo que aquela ameaça de morte real me causou. Forcei uma postura
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