Eu queria segurar o amanhecer nos braços de Louis e proteger meu filho da sombra de Silvério, mas o pacote deixado na porta transformou a primeira manhã de prazer em uma ameaça escrita com sangue que colocava Lucas e o homem que eu amava diretamente na mira.Acordei com o corpo pesado e deliciosamente dolorido. A luz fraca do amanhecer entrava pela pequena janela do quartinho dos fundos, iluminando o peito largo de Louis. Eu estava completamente encaixada nele — nua, a pele ainda pegajosa de suor seco e sexo, a cabeça apoiada no ombro bom, uma perna entre as dele. O braço forte me envolvia protetoramente, mesmo dormindo. O cheiro dele — macho, sexo, o leve ferro do curativo — me envolvia como um cobertor.Pela primeira vez em anos, eu me sentia viva.De verdade.Não era só o sexo incrível da noite anterior, cru, sem proteção, desesperado. Era o jeito como ele me olhou enquanto gozava dentro de mim, sem hesitar, os olhos verdes escuros de prazer e algo mais profundo. Era o som rouco de
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