Peguei Caleb no colo depois do jantar, do jeito que fazia quase todas as noites, o peso dele mais leve do que deveria ser para um garoto de doze anos, mas era assim havia anos, desde que os músculos das pernas tinham parado de crescer junto com o resto do corpo.Subi as escadas devagar, sentindo-o relaxar contra meu ombro, o cansaço do dia finalmente cobrando seu preço.— Você não precisa me carregar toda noite — murmurou ele, a voz já sonolenta, embora as palavras carregassem aquele mesmo protesto de sempre, gentil, mas cansado de repetir.— Eu sei que não preciso. — Deitei-o com cuidado na cama, ajeitando os travesseiros atrás das costas dele. — Mas eu quero.Ele revirou os olhos, um sorriso pequeno escapando apesar do protesto, e eu comecei a ajeitar as cobertas ao redor dele, o ritual noturno já tão familiar que meus movimentos aconteciam quase sem pensar.— Então — disse ele, de repente, os olhos brilhando com aquela curiosidade que tinha voltado desde o jantar. — Vai me contar s
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