A viagem prosseguiu em silêncio.Aurora mantinha a manta bordada sobre o colo durante todo o caminho. Era impossível não imaginar a própria mãe, ainda grávida, recebendo aquele presente das mãos de Augusto.Quanto mais conhecia o passado, mais entendia que o amor daquela família havia sido reconstruído pouco a pouco.Nenhum milagre aconteceu de uma vez.Foram pequenos gestos, pequenos pedidos de perdão, pequenas escolhas e elas mudaram tudo.Quando chegaram ao próximo destino, Gustavo parou o carro diante de uma pequena capela de pedras, cercada por jardins muito bem cuidados.— Por que estamos aqui? — perguntou, olhando para o pai.— Porque foi aqui que seu avô encontrou a esperança que havia perdido. — sorriu, terno.Os dois caminharam até a porta e sobre um banco de madeira repousava mais um envelope, Aurora já reconhecia a caligrafia antes mesmo de tocá-lo. Abriu-o cuidadosamente."Aurora,Durante muitos anos, eu achei que esperança era acreditar que tudo daria certo.Hoje sei que
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