Capítulo 12Aria permaneceu imóvel.O coração martelava contra as costelas. Estranhamente, o pânico não veio.A fera aproximou-se. Passos pesados, ecoando no asfalto molhado. Diante dela, o lobo parou. Era massivo; a cabeça alcançava quase a altura do rosto de Aria, as quatro patas firmes no chão.Lentamente, ele abaixou o focinho.Ela estremeceu ao sentir a língua quente, úmida e áspera deslizar sobre o corte aberto em sua perna.— Ah...Um arrepio profundo. A dor aguda desapareceu, substituída por um calor reconfortante. Ela piscou, confusa.Antes que pudesse compreender o que havia acontecido, o estalo de galhos quebrados chamou a atenção da fera. O homem que tentara fugir observava a cena completamente paralisado pelo horror. Assim que o enorme lobo desviou o olhar em sua direção, o covarde virou as costas e disparou em desespero para dentro da floresta.A fera ergueu a cabeça.Um único uivo grave rompeu a gélida noite. O som reverberou entre as árvores como uma ordem absoluta, im
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