Ao ver Marina tão aflita a ponto de chorar, Vitor sentiu o coração doer. Ergueu a mão, enxugou as lágrimas dela e falou com dificuldade:— Bobinha, eu estou bem.Enquanto dizia isso, seu rosto ficava cada vez mais pálido.Marina nunca o tinha visto daquele jeito. Seu coração entrou em pânico na mesma hora.Ao vê-lo tão gravemente ferido, a dor que sentiu três anos antes, quando achou que ele já não estava mais vivo, voltou de uma vez, ainda mais forte.As lágrimas caíam sem parar, como contas de um colar arrebentado. Marina apertou a mão de Vitor e, engolindo à força as próprias emoções, confirmou com a emergência o endereço e o estado do ferido.Mas, assim que desligou, Cecília a empurrou com força para o lado.Marina cambaleou e caiu no chão. Ao ver a equipe médica da família Campos colocar Vitor na maca, não ousou impedir. Apenas se apoiou no chão, se levantou às pressas e tentou segui-los, tomada pela ansiedade.No caminho para fora, viu que o bêbado já tinha sido imobilizado pelos
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