No instante em que Vitor viu o clarão do fogo no quintal, seus olhos se encheram de pânico. Sem pensar, empurrou a porta e entrou depressa.Ao chegar ao quintal dos fundos, viu Marina de pé ao lado do balde de metal.As chamas saltavam, e as línguas de fogo, claras e violentas, pareciam prontas para engolir tudo. Era como se, no segundo seguinte, fossem engolir Marina também.O coração de Vitor tremeu com força. Ele avançou depressa e puxou Marina para longe.A perna de Marina ainda estava machucada. Com aquele puxão, a dor a atingiu na hora, deixando seu rosto pálido. Ela não conseguiu evitar, se agachou e segurou a própria panturrilha.— Marina, o que aconteceu? — Vitor viu o estado dela e logo se agachou também.Ele levantou a barra da calça dela com cuidado. Ao ver a panturrilha inchada, a preocupação tomou conta de seus olhos. Em seguida, ele a pegou no colo e a levou de volta para dentro.Depois de colocá-la com todo cuidado no sofá, Vitor perguntou:— Marina, como sua perna fico
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