Uma mulher daquelas me dizendo aquilo era até pecado recusar, crueldade. Mas caramba, não tinha. Esse definitivamente não era o top de lance que eu desejava. Era exatamente por isso que a pimentinha me tinha tanto. Era fervoroso, era chamas... Sempre acesas, sempre quente. Odiava o morno, odiava a subtileza. Já tinha que ser assim na vida real, nos meus delírios eu gostava de coisa muito mais intensa. — Não... Não estaria com você entende? Minha cabeça já é de outra. Ela acenou, envergonhada pela sugestão. — Isso, não vai atrapalhar meu lugar na campanha, vai? — Não. Seu trabalho é uma coisa, meus erros pessoais são outra, Meg. Ela acenou parecendo mais aliviada. — Eu estava saindo... Quer uma carona? Ela negou. — Não, melhor não... Boa noite, Nikos. — Boa noite. Entrei no carro e bati a porta, o silêncio do veículo sendo meu único refúgio. Liguei o motor, mas não saí do lugar. Minhas mãos apertavam o volante até os nós dos dedos ficarem brancos.
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