EVANDERO médico finalmente cruza a porta pantográfica da emergência, e o barulho da tranca eletrônica faz com que todos nós nos levantemos ao mesmo tempo, em um sobressalto de puro pânico. O meu coração parece bater diretamente dentro da minha garganta, sufocando qualquer resquício de ar. Dou um passo largo à frente, adiantando-me a qualquer outra pessoa naquele corredor, porque a única coisa que consegue manter a minha mente focada é a integridade da Mabel e a vida dos meus filhos. Nunca, em toda a minha trajetória, experimentei um medo tão paralisante de perder alguém como o que sinto agora.— Doutor, pelo amor de Deus, como está a minha esposa? — despejo a pergunta, a minha voz saindo rouca e trêmula de ansiedade.O obstetra me encara com uma seriedade profissional extrema, mas o seu semblante calmo me permite soltar uma fração do ar que eu nem percebi que estava prendendo nos pulmões. Ainda assim, sinto as minhas mãos suarem frio dentro dos bolsos. Atrás de mim, Francis, Bettina
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