POV AMÁLIAViajar pelas sombras foi uma das piores coisas que já senti, e olha que minha lista de experiências horríveis tinha crescido bastante nos últimos dias. Era como ser engolida por uma nevoa gelada, apertada e viva, que entrava pelo nariz, pela boca, pelos olhos, pelo coração, me virava do avesso e depois só sumia. Eu não sabia se estava caindo, flutuando ou sendo arrastada, só sabia que meu estômago revirava tanto que, se ainda tivesse alguma coisa dentro dele, teria vomitado em cima do peito monstruoso de Fennir. Talvez isso fosse uma péssima primeira impressão para uma criatura que dizia me amar havia anos.Quando as sombras se dissiparam, bri os olhos devagar.O mundo tinha mudado.Não havia palácio, ouro, colunas de mármore ou gente perfumada torcendo pela minha morte com cara de santo. Havia uma floresta densa, escura, viva demais, com árvores tão altas que pareciam segurar o céu nas próprias mãos. O ar cheirava a terra molhada, fumaça, pele, sangue e mato esmagado. Ao l
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