Por um longo tempo, ele não disse nada. Apenas passeou aqueles olhos azuis e frios pelo meu rosto , descendo pela minha testa, detendo-se nos meus lábios trêmulos e na minha respiração descompensada, absorvendo a raiva que queimava em mim. Então, ele se inclinou devagar. Seus lábios de forma lenta se aproximaram do meu ouvido, e o hálito quente dele enviou um arrepio violento por toda a minha espinha. — Se não quer mais ir para a cama comigo porque prefere seu precioso Carlos , tudo bem. — ele sussurrou, a voz macia, porém carregada de uma ameaça sombria que me fez estremecer. — Mulheres querendo frequentar a minha cama é o que não me falta. Aproximou a boca ainda mais, seus lábios agora roçando a minha pele. — Mas trabalhar para mim... isso você continuará fazendo até que eu decida te demitir. Até que eu decida que não quero que nunca mais coloque os pés na minha empresa. Cravei as unhas nas palmas das minhas mãos, recusando-me a demonstrar fraqueza, embora a proximidade
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