Senti meu rosto arder, mas não por vergonha , por puro orgulho. Olhei fixamente para Eleonora, mantendo a postura ereta. — A senhora tem toda razão em dizer que eu não sou da família. Eu realmente não sou e nem pretendo ser — declarei, sustentando o olhar atônito dos três. — Mas em uma coisa a senhora está completamente enganada: eu não sou o brinquedinho do Apolo e nem de homem nenhum. Que isso fique bem claro. Com licença, mas este jantar já deu para mim. Eu sabia que estava sendo extremamente deselegante e mal-educada com o senhor Alfredo, que havia me tratado tão bem, ao sair da mesa daquele jeito. No entanto, eu não aceitaria ser ofendida o tempo todo por aquela mulher que se achava melhor do que eu apenas por ter dinheiro. Ajeitei minha bolsa e me virei, pronta para caminhar em direção à saída do salão. No entanto, antes mesmo de dar o primeiro passo, senti a mão grande e quente de Apolo se fechar com firmez
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