O silêncio do meu apartamento nunca pareceu tão acolhedor e, ao mesmo tempo, tão denso. Depois de passarmos na farmácia e comprarmos todos os remédios, entramos em casa exaustos. Júlia abriu a porta e deu espaço para Victor, que vinha logo atrás carregando o Léo nos braços com todo o cuidado do mundo. Me virei para os dois, sentindo uma gratidão que mal cabia no peito. — Obrigada de verdade, aos dois. Não sei o que seria de mim sem vocês , meus amigos — falei com a voz embargada, forçando um sorriso cansado. — Não precisa agradecer, amiga. Vá descansar — Júlia respondeu, me dando um beijo rápido na bochecha. ___Eu digo o mesmo , não precisa agradecer , sabe que eu adoro você e meu afilhado , Kayla , vocês podem sempre contar comigo. Disse Victor com um sorriso gentil e sincero. Ao meu pedido ele levou Léo para meu quarto o deitando em minha cama e depois ele e Julia seguiram para o quarto dela. O Léo adorava dormir em seu quarto , com a cama em formato de carro , mas com
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