Meias verdadesPOV LOLANão dormi a noite toda. Sempre que fechava os olhos, via o rosto do Adrián naquela esplanada, ouvia as suas ameaças envoltas em lógica jurídica, sentia o peso de cinco anos de mentiras cuidadosamente construídas prestes a desabar sobre mim. Às seis da manhã, desisti, levantei-me com cuidado para não acordar os trigémeos que dormiam enroscados na cama gigante, como sempre fazem, e marquei o número do meu pai.Ele atende ao quarto toque, a voz rouca de sono, mas imediatamente alerta ao reconhecer o meu número.—Lola? O que se passa? Os miúdos estão bem?—Os miúdos estão bem, papá. Mas preciso de falar contigo. Agora. É urgente.Há uma pausa em que consigo ouvi-lo a mexer-se, provavelmente a sair da cama para não acordar a Isabella.—D&
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