ALINA MONTSERRATO dia tinha sido tão absurdo que eu nem saberia por onde começar caso precisasse explicá-lo para alguém de fora. Horas antes, eu estava sentada diante do meu pai e de Dominic discutindo cláusulas, condições e prazos de um acordo capaz de definir meu futuro pelos próximos meses.De um lado estava Augusto Montserrat, um dos empresários mais influentes do Brasil.Do outro, o Don da máfia italiana. E, no centro daquela negociação improvável, estava eu.Agora, poucas horas depois, me preparava para jantar com a família do homem que havia me sequestrado, enquanto a minha própria família atravessava o mesmo corredor para se juntar à mesa. Quanto mais eu pensava na situação, menos sentido ela fazia.Enquanto secava os cabelos diante do espelho, uma risada escapou antes que eu pudesse impedir. Meu pai tinha armado uma provocação ridícula e Dominic caiu nela de forma quase constrangedora.Bastou Augusto comentar sobre o estado do meu cabelo para o italiano transformar uma quest
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