Em seguida, segurou meu queixo com força entre os dedos e ergueu meu rosto, obrigando-me a encará-lo.Seu olhar permaneceu preso ao meu quando perguntou, numa voz baixa e cruel, pronunciando cada palavra lentamente, como se quisesse ter certeza de que eu compreenderia aquela pergunta:— O que Lisandro tem de tão bom, Paige? O que te faz implorar por ele a ponto de ser capaz de qualquer coisa para protegê-lo?Não pensei duas vezes antes de responder:— Tudo. Lisandro tem tudo.Para mim, era muito claro que o que eu sentia por Alessandro era puramente físico, enquanto o que existia entre mim e Lisandro era real. E sentimentos reais não desapareciam simplesmente porque outro homem fazia meu corpo reagir.Já o que Alessandro despertava em mim era diferente. Era atração, desejo, uma reação física sobre a qual, aparentemente, meu corpo tinha decidido que eu não teria qualquer controle. Nada além disso. Uma necessidade fisiológica inconveniente, intensa e completamente independente dos senti
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