Alessandro olhou demoradamente para os sapatos. E não expressou nenhum tipo de sentimento. E percebi, pela primeira vez, que aquele homem era inexpressivo, frio, em qualquer situação.Ele mal sorria e quando tentava, era sempre de um jeito irônico, sarcástico. Era impiedoso somente comigo. Com os demais, era polido, embora não gentil. Mas mesmo o seu escárnio e raiva com relação a mim pareciam ser de uma forma distante, como se, no fim, pouco se importasse com tudo e qualquer coisa.A questão ali era: certamente eu não era eu a culpada pela raiva que Alessandro de Lucca Montrelli sentia. Com certeza era algo com relação ao meu pai.Meu pai não era uma pessoa ruim. Pelo contrário, sempre foi um bom pai, embora muito ocupado, sempre. Era empático, ajudava pessoas e, nessa parte, eu tinha dúvidas se era porque realmente se preocupava em fazer a vida
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