observando ela andar em direção a entrada, ela me vê, não para de andar e me encara, aqueles olhos expressivos, potentes, desafiadores. Eu idolatrava aquilo nela, não era uma mocinha, não... ela tinha toda uma vibe de menina perversa, e não era sem razão, ela estava sendo moldada, a cada rasteira que levava. Ela não faz ideia do ninho de cobras em que cresceu, se eu contasse metade, ela já havia desabado. Uma família podre, que cresceu em cima de sangue inocente, de acordos de casamentos arranjados, tudo por dinheiro. Seus pais eram a prova viva disso. Tudo por poder, por ganância. Seu olhar as manteve no meu até o percurso arrancar seu olhar de mim. Mas um outro me seguiu, o maldito abutre estava Ali, sempre atrás dela, sempre presente. Isso me tira do eixo. Sair do carro caminhando pra entrada, ele continuou me encarando. É bom que olhe mesmo seu filho da puta, eu vou acabar com essa tua marra. Eu sabia o que ele estava fazendo, o que eles fizeram. O quanto
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