A manhã chegou a Manhattan envolta em uma luz dourada, mas, dentro do apartamento, Helena sentia que aquela tranquilidade escondia a última tempestade que ainda precisavam atravessar.Gabriel estava diante da janela, com o celular nas mãos, acompanhando as movimentações que haviam começado durante a madrugada. Os documentos de Arthur estavam seguros, o pendrive permanecia guardado e uma cópia das provas já havia sido enviada para um advogado de confiança, que estava preparado para entregá-las às autoridades caso alguma coisa acontecesse com eles.Pela primeira vez, porém, Gabriel não estava pensando em como proteger a empresa.Estava pensando no que aconteceria depois que tudo terminasse.Helena aproximou-se e parou ao lado dele.— Você não dormiu.Gabriel sorriu discretamente.— Nem você.— Eu estava pensando.— Em quê?Helena observou as ruas abaixo.— Em como tudo mudou.Gabriel virou-se para ela.— Mudou mesmo.— Há alguns meses, eu trabalhava em um bar tentando pagar minhas conta
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