Os dedos de Caetano começavam a perder a força.A poeira levantada pela explosão ainda cobria parte da ponte, dificultando a visão de todos.Abaixo deles, a correnteza batia contra as pedras com violência.Alina mantinha uma das mãos presa ao braço dele.A outra tentava encontrar algum apoio na estrutura quebrada.Mas havia apenas concreto rachado.Cada pequeno movimento fazia novos fragmentos despencarem no rio.— Não solta! — ela gritou.Caetano apertou os dentes.— Não pretendo soltar.O peso dos dois fazia a viga metálica ranger de maneira assustadora.Acima, Augusto deitou-se no asfalto, estendendo o corpo o máximo que conseguia.— Caetano!Ele ergueu a mão.— Segura a minha!A distância ainda era grande.Gael deitou ao lado de Augusto.Os dois seguraram um ao outro para não escorregar.— Mais um pouco! — gritou Gael.Caetano tentou erguer o corpo.A dor atravessou seu ombro.Na explosão, um pedaço de concreto havia atingido suas costas.Só naquele momento percebeu que sua camisa
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