Alina permaneceu imóvel.Durante dias, Teresa existira apenas como um nome perdido entre cartas, fotografias e lembranças antigas.Agora ela estava ali.De carne e osso.Com o relógio dourado nas mãos e os olhos fixos no rosto da filha de Helena.Teresa sorriu, mas havia uma tristeza profunda em sua expressão.— Você tem o mesmo olhar da sua mãe.Alina deu um passo à frente.— A senhora conhecia minha mãe muito bem, não conhecia?Os olhos da idosa ficaram marejados.— Ela era minha melhor amiga.O silêncio tomou conta do ateliê.Otávio baixou a cabeça.Caetano observava Teresa atentamente.Ela não demonstrava medo.Apesar dos homens de Afonso estarem procurando por todos eles, permanecia surpreendentemente calma.Como alguém que já esperava aquele encontro havia muitos anos.Alina respirou fundo.— Quero a verdade.Teresa assentiu.— Você merece.Ela caminhou até uma antiga mesa de restauração e colocou cuidadosamente o relógio de bolso sobre a madeira.Caetano percebeu que o objeto e
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