Aurora O carro blindado finalmente parou em frente à fachada iluminada da mansão. Desci com as pernas bambas, mal registrando o "boa noite" cortês do motorista. Cruzei o saguão de mármore como uma sombra e subi as escadas correndo, direto para o meu quarto.Liguei o chuveiro no mais quente e entrei debaixo do jato de água, esfregando os lábios com a ponta dos dedos até a pele ficar vermelha e dolorida. Eu queria apagar o fantasma daquele beijo no subsolo. A minha mente não conseguia focar em absolutamente mais nada. O rosto de Victor, a pegada dele nas minhas costas, a provocação sobre o meu marido não existir... e depois, a
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