Dois dias haviam se passado desde a prisão de Marcelo.Pela primeira vez em anos, Luna acordou sem o som de tiros, perseguições ou ameaças.Ainda assim, a paz parecia estranha.Era como se seu coração ainda esperasse que algo ruim acontecesse.Naquela manhã, ela foi ao hospital visitar o pai.Ao entrar no quarto, encontrou Helena sentada ao lado da cama, segurando a mão do marido.Ele estava consciente.Mais frágil.Mas vivo.Ao ver Luna, sorriu emocionado.— Minha menina...Ela correu para abraçá-lo.Durante alguns segundos, ninguém disse uma palavra.Apenas choraram.Quando finalmente se afastaram, ele enxugou as lágrimas.— Me perdoe.Luna balançou a cabeça.— Não, pai.Quem precisa pedir perdão sou eu.Passei anos acreditando que o senhor escondia a verdade por maldade.Ele sorriu com tristeza.— Eu escondi por medo.Medo de perder você também.Helena segurou a mão da filha.— Seu pai errou.Nós dois erramos.Mas tudo o que fizemos foi tentando proteger nossa família.Luna apertou
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