DAMIEN SINCLAIR — Por que ninguém reorganizou a reunião? — perguntei enquanto me levantava da cadeira e pegava o celular da mesa. Do outro lado da linha, Natalie não pareceu impressionada pelo meu tom. — Porque você recusou alterar a agenda ontem à noite. Eu perguntei três vezes e você disse que os horários estavam definidos. Passei a mão pelo maxilar enquanto caminhava até o aparador para pegar meu relógio. Eu tinha voltado da Alemanha havia menos de vinte e quatro horas e já conseguia sentir o peso da Sinclair Corporation caindo mais uma vez sobre meus ombros. Era sempre assim, podia passar semanas fora, deixar diretores cuidando da empresa, confiar em Natalie, nos vice-presidentes e em todo o conselho administrativo, mas os problemas pareciam esperar pelo meu retorno. Eram sempre contratos pendentes, investidores exigentes, aquisições em andamento, relatórios acumulados e uma quantidade absurda de e-mails não lidos. A empresa funcionava sem mim, muito bem até. Todavia nunc
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