Não houve tempo para dúvidas nem para pensar demais no que tudo aquilo significava, porque, desde o momento em que o Adrián pegou a minha mão e não soltou, entendi que aquilo já não era uma possibilidade, mas sim uma decisão em marcha. — Nós vamos embora — disse ele, e embora não tenha erguido a voz, o seu tom não deixava espaço para discussões. Eu o segui. Pela primeira vez, não porque não tivesse escolha, mas porque tinha decidido fazer isso. Saímos do apartamento sem olhar para trás, e o ar da noite bateu no meu rosto — frio, real —, mas completamente ofuscado pela intensidade que eu carregava no peito. Tudo estava acontecendo rápido demais, porém parar agora não era uma opção. — Para onde nós vamos? — perguntei, enquanto caminhava ao lado dele. O Adrián não diminuiu o passo. — Nos casar. O meu coração acelerou, mas não recuei. Non houve vestido, nem cerimônia, nem planos, nem família. Não houve tempo para imaginar nada parecido com um casamento normal, mas nós também não p
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