Alejandro— Eu não estou louca, Alejandro — ela sussurrou, a voz macia, mas firme, subindo as mãos devagar até o meu peito para sentir meu coração desgovernado. — Eu só fiz o que você mandou: me senti à vontade na nossa casa. Se você não gosta do que os seus homens veem, a culpa é sua por ter deixado essa gaveta cheia dessas peças... ou por ter demorado tanto para voltar do trabalho.Aquele deboche foi o estopim. O resto de juízo que me sobrava evaporou no ar...O sorriso dela no meio daquela tensão toda foi como jogar álcool no fogo. Ela me encarava sem um pingo de medo, com aqueles olhos brilhantes de pura provocação.— Você merece umas palmadas, menina — rosnei, apertando mais a cintura dela, sentindo a pele quente do sol contra a minha palma.— Sou sua esposa, não sua filha, marido — ela rebateu na hora, soltando uma risadinha baixa, cheia de si, sem se abalar por um segundo sequer.— Uma menina atrevida, isso sim — murmurei, me aproximando até que meus lábios roçassem a curv
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